Cegos do Castelo

 

Protagonista de um dos escândalos mais comentados de 2009, o deputado Edmar Moreira (PR-MG) informou, ao registrar sua candidatura à reeleição, ter patrimônio de R$ 2 milhões. Na lista de bens não consta o famoso Castelo Monalisa, avaliado em R$ 25 milhões, no município de São João do Nepomuceno (zona da mata mineira). A construção foi omitida por ele da Justiça Eleitoral nas eleições de 1998, 2002 e 2006.O castelo, que segundo Moreira era um “empreendimento hoteleiro”, continua em posse da família. Mas aparece agora na declaração de bens do seu filho, o deputado estadual Leonardo Moreira (PSDB), que tenta a reeleição à Assembleia mineira. Detalhe: ele diz que sua cota vale R$ 1,1 milhão. Não informa, entretanto, se tem ou não um sócio e qual a porcentagem teria no negócio.

O caso ganhou o noticiário quando Moreira colocou à venda o castelo com torres de até oito andares e 36 suítes, erguido com estilo medieval. À época, ele era filiado ao DEM e chefiava a Corregedoria da Câmara. De investigador, passou a investigado por usar notas fiscais de suas empresas de segurança para justificar o uso da verba indenizatória. O caso foi parar no Conselho de Ética, mas o deputado acabou absolvido.

Meses depois, Moreira se filiou ao PR. No interior de Minas, diz possuir hoje em dia apenas uma casa no valor de R$ 17,5 mil. O restante dos bens são imóveis no Guarujá (SP) e participação em empresas de segurança.

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