Em Juiz de Fora, Marina diz que FHC não criou o Plano Real

Em visita à Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, cidade natal do ex-presidente Itamar Franco (PPS), nesta terça-feira (28), a candidata à Presidência da República pelo PV, Marina Silva, afirmou que foi o candidato ao Senado, e não o então ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, o responsável pela criação do Plano Real. Marina admitiu, no entanto, que o programa econômico teve continuidade pelas mãos de FHC, quando eleito presidente, e depois pelo Governo Lula.

A candidata voltou a mostrar confiança de que estará no segundo turno das eleições deste ano. Na cidade mineira, ela disse que as pesquisas não retratam o que se vê nas ruas do País. Durante entrevista concedida em um hotel no centro de Juiz de Fora, a senadora licenciada afirmou que, se eleita, irá governar “com o que há de melhor entre o PSDB, PT e PMDB”, numa espécie de governo de coalizão.

Como vem pregando desde o início da campanha, a presidenciável garantiu que irá dar continuidade ao programa Bolsa Família, de distribuição de renda. “É assim que se deveria fazer política no Brasil”, alfinetou, em alusão aos candidatos que abandonam programas iniciados em governos que os antecedem.

A concorrente se classificou como a terceira via nas eleições deste ano e disse que o povo brasileiro está cansado da briga entre o azul e o vermelho, em referência, respectivamente, ao PSDB de José Serra e ao PT de Dilma. Aos tucanos, coube uma crítica ao que chamou de “promessômetro” e ao PT, o hábito que o partido adquiriu de fazer “alianças incoerentes”.

Para Marina, indo para o segundo turno ela terá condições de ganhar mais tempo de TV e mostrar mais suas propostas. “O Brasil está preparado para ter uma mulher presidente”, sentenciou.

Uai, gente

Em Juiz de Fora, Marina participou de um encontro promovido pelo Conselho de Pastores, que agrega várias alas da igreja evangélica, religião que ela pratica. Além do evento, sua agenda previa para o início da noite uma caminhada pelo Calçadão da Rua Halfeld, principal ponto de manifestações políticas do município.

A escolha da cidade mineira não foi em vão. Ali, segundo Marina, ela estaria garantida no segundo turno das eleições, assim como no Rio de Janeiro, Salvador, Distrito Federal e em municípios do Acre. Dando uma cor local para o ato de campanha, ela arriscou até uma adaptação de seu novo jingle para o “mineirês”. Saiu o “gente, gente, gente, Marina presidente” e entrou em cena o novo grito de guerra: “uai, uai, uai, agora ela vai”.

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