Pedindo as contas com ‘Gorotinho’

Até o começo da semana, eram poucos os processos em nome do ex-governador do Rio Anthony Garotinho no TCE (Tribunal de Contas do Estado) fluminense.

Em compensação, havia 37 ocorrências para um Anthony de sobrenome “Gorotinho”. 

Esse erro de digitação, reparado pelo portal Transparência Brasil, prejudicava as buscas pelo ex-governador no site do tribunal. A ferramenta é uma opção para quem quiser ficar de olho no uso de recursos públicos por governantes.

No caso de “Gorotinho”, contas de sua gestão como governador do Rio, entre 1999 e 2002, se misturam a pendências burocráticas, como pedidos para emitir certidões. 

Após alerta da Folha, na terça-feira, o TCE-RJ corrigiu o erro.

Segundo a assessoria do órgão, a falha é “provavelmente interna”, não tem conotação política e é prévia a 2007 –início do primeiro mandato do governador Sérgio Cabral, reeleito em outubro.

Com mais de 690 mil votos, Garotinho encabeçou a lista de deputados federais mais bem votados no Rio. Mas, ao menos por ora, ele não poderá exercer o mandato.

Antes mesmo de a lei da Ficha Limpa vingar, ele já tinha sido barrado de tomar posse numa eventual vitória nas urnas –está inelegível até 2011. Em junho, abandonou o plano de concorrer ao governo do Rio.

Segundo o TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Estado, ele é culpado por abuso de poder econômico na eleição de sua mulher, Rosinha Garotinho, para prefeita de Campos dos Goytacazes em 2008.

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