AL: governador veta aumento de 109% a deputados

homem do dinheiro

Certas decisões conferem ao Brasil a aparência de “país do faturo”.

Em Alagoas, por exemplo, os deputados estaduais se autoconcederam aumento de 109%.

Ganhavam R$ 9.969. Em fevereiro, passariam a usufruir de vencimentos mensais de R$20.042,34.

Num gesto unusual, o governador de Alagoas, Teotonio Vilela Filho (PSDB), manuseou a caneta e impôs um veto ao reajuste.

Alegou que a folha salarial da Assembléia Legislativa alagoana já se encontra em litígio com a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Por quê? Os salários pagos na Assemlbéia sorvem mais de 3% da receita líquida do Estado.

Os legisladores alagonanos tonificaram os contracheques no rastro do autoreajuste de 61,8% de deputados federais e senadores –de R$ 16,5 mil para R$ 26,7 mil.

Reza a Constituição que deputados estaduais podem receber até 75% da remuneração dos parlamentares federais.

Além da Assembléia de Alagoas, pelo menos outras 18 casas legislativas estaduais elevaram seus contracheques.

Por ora, Teotonio Vilela foi o único governador a ousar um veto. O arrojo solitário deve ter vida curta.

Os deputados estaduais têm a prerrogativa da última palavra. Podem derrubar o veto do governador.

Se tivesse bom senso, o contribuinte alagoano, que paga a bilheteria do circo, faria ruidosas manifestações à porta da Assembléia.

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