Agência de risco Fitch eleva nota do Brasil para BBB

O Brasil não é mais BBB-. Na classificação da agência de risco Fitch, o país passou a ser BBB. Assim, sem o sinal de menos.

A notícia é boa e ruim. É boa porque estimula a vinda de dólares para o Brasil. É ruim porque o Brasil já está empanturrado de dólares.

Ao comentar a nova nota da Fitch, o ministro Guido Mantega (Fazenda) celebrou com um sorriso amarelho nos lábios:

“Quanto mais sólida a economia brasileira fica, mais ela tende a atrair investimento externo em dólares. O que nesse momento é um certo problema…”

“…Mas é melhor ter o problema de excesso de dólares do que o problema que tínhamos no passado, de falta de dólares”.

Livre do sinal de menos, o Brasil passou, aos olhos da Fitch, de economia em condição “positiva” para “estável”.

O pessoal da agência caiu de amores pela Dilma. Adorou o corte orçamentário de R$ 51 bilhões que ela prometeu fazer.

Viu na faca o símbolo da responsabilidade. Em nota, Shelly Shetty, diretora da Fitch para a América Latina, escreveu:

“A transição de poder para o governo Rousseff tem sido suave, e o consenso sobre as políticas macroeconômicas responsáveis continua bem ancorado…”

“…Além disso, o governo Dilma tem mostrado sinais de maior contenção fiscal…”

“…O que, somado a perspectivas saudáveis de crescimento, pode permitir uma queda da pesada dívida do governo”.

Os relatórios internacionais sobre os riscos e as vantagens de botar dinheiro no Brasil devem mencionar também os dados não-econômicos.

Decerto informam sobre o clima de ziriguidum que contagia o país. Para o dinheiro estrangeiro, a atmosfera de ziriguidum é essencial.

Significa que, ao entrar no Brasil, o dólar não será incomodado com muitas perguntas. Melhor: receberá do país tudo o que desejar.

A situação política é das mais favoráveis. Sob o clima de ziriguidum, opositores como o Gilberto Kassab viram governistas em pleno vôo.

E os partidos de oposição –o PSDB e o que restou do DEM— evitam se opor para não passar por chatos.

A imprensa teima em exercer o papel de estraga-festa. Mas, no ritmo do ziriguidum, não há certo e errado. Só há conveniente e inconveniente.

A PF acaba de confirmar, em novo relatório, que o mensalão existiu e foi fornido com verbas públicas. Mas o escândalo destoa do ziriguidum. Melhor enterrá-lo vivo.

O dinheiro estrangeiro deve ter adorado, de resto, o resultado do último BBB. Nunca antes na história desse país uma gostosona havia vencido o programa.

Somado à praia, ao Sol e à ausência de tsunamis, o ziriguidum faz do Brasil uma opção de investimento das mais atraentes.

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