PT vincula mortes no campo a governador do PSDB

O PT do Pará levou ao ar (rádio e TV) uma propaganda que faz lembrar o petismo dos velhos tempos.

Na peça, o partido de Lula e Dilma Rousseff borrifa na imagem do governador tucano Simão Jatene o sangue vertido no campo.

É a segunda vez que Jatene chega à cadeira de governador. Ele sucede a petista Ana Julia Carepa, de cuja administração o eleitor preferiu se livrar.

Nos dois períodos em que Jatene governou o Pará e num terceiro em que o Estado foi governado por outro tucano, Almir Gabriel, foram à cova ambientalistas de renome.

Há três semanas, o latifúndio passou nas armas o casal de extrativistas José Claudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva.

Em 1996, durante a primeira gestão tucana, a PM matou 19 brasileiros sem terra, naquilo que ficou conhecido como massacre de Eldorado de Carajás.

Em 2005, já sob Jatene, foi assassinada, na cidade paraense de Anapu, a missionária americana Dorothy Stang.

“Coincidência ou insegurança?”, eis a pergunta que encerra a propaganda eletrônica do PT.

Presidente do diretório estadual do PT, José Batista responde: não se trata de mera coincidência. Por quê?

“Madeireiros e latifundiários truculentos sentem-se mais à vontade no governo do PSDB, por estarem ligados a pessoas do partido”, diz ele.

Para Batista, as mortes são causadas pelo jeito tucano de governar, “que tem como prioridade o grande produtor”.

Beleza. Transpondo-se o raciocínio do presidente do PT-PA para a Brasília de Lula e Dilma Rousseff, pode-se dizer:

1. Episódios como mensalão e ‘Paloccigate’ têm similitudes que os aproximam mais da desfaçatez do que da coincidência.

2. Os mensaleiros e o companheiro consultor sentiram-se mais à vontade nos governos do PT por estarem ligados a pessoas do partido.

3. As valerianas não contabilizadas e o patrimônio milionário decorreram do jeito petista de governar, que prioriza o manuseio de verbas de origem suspeita.

Para não estragar a analogia, o repórter menciona só de passagem, bem baixinho para que ninguém ouça, um derradeiro detalhe: sob a petê Ana Julia (2007-2010), foram anotados no Pará 54 assassinatos no campo. O dado é da CPT (Comissão Pastoral da Terra).

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