PMDB dá ultimato para que secretários deixem gestão Kassab

O Diretório Estadual do PMDB de São Paulo enviou uma carta na última semana dando um ultimato para que os dois secretários municipais de Gilberto Kassab (PSD) filiados ao partido deixem a prefeitura.

O prazo dado aos dois –Bebetto Haddad (Esportes) e Uebe Rezeck (Participação)– é o dia 15 de maio.

O PMDB quer que os dois saiam da prefeitura para deixar o pré-candidato do partido, o deputado federal Gabriel Chalita, à vontade para criticar a administração atual na campanha.

“É uma questão de credibilidade da candidatura. Não é perseguição”, diz o presidente estadual da sigla, Baleia Rossi.

O texto, no entanto, não estabelece punição caso a “indicação” não seja atendida, mas o partido diz acreditar que a questão foi posta de uma maneira que eles se mantêm no partido ou na prefeitura.

A direção da sigla diz acreditar que Uebe irá abandona o governo até o dia 15.

Segundo o grupo político ligado à Bebetto, a tendência é que ele permaneça na gestão Kassab. Os apoiadores dizem que a possibilidade de expulsão não fica clara no texto.

A tom da carta destoa do discurso adotado por Chalita publicamente. Em abril, o pré-candidato chegou a dizer que os secretários eram livres para ficar no governo e bem-vindos na campanha.

RACHA

Bebetto e Rezeck fazem parte do grupo peemedebista que se opõe à candidatura de Chalita.

Com a morte de Orestes Quércia em 2010, a quem eram ligados, perderam espaço para a ala ligada ao vice-presidente da República Michel Temer, padrinho político da candidatura de Chalita.

Quando o deputado ingressou no PMDB, em 2011, Bebetto –que era o presidente municipal da sigla– dissolveu o diretório, e Chalita passou a ocupar o posto interinamente. Foi oficializado na presidência há cerca de duas semanas.

A ala ligada aos secretários de Kassab critica o fato de eles terem sido instados a deixar os cargos, enquanto nomes indicados pelo PMDB para os governos de Geraldo Alckmin (PSDB) e de Dilma Rousseff (PT) permanecem nos postos –o que, argumentam, também inviabilizaria críticas ao tucano José Serra e ao petista Fernando Haddad.

Para Rossi, isso só faria sentido se a eleição fosse nacional ou estadual.

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