Kassab quer turbinar Russomanno e tirar Haddad do 2º turno

Com o objetivo de barrar eventual crescimento de Fernando Haddad (PT), o prefeito Gilberto Kassab (PSD) fez concessões ao PTB como forma de fortalecer a candidatura de Celso Russomanno (PRB), aliado dos petebistas.

Kassab orientou apoiadores nas subprefeituras a vitaminar as campanhas de candidatos a vereador do PTB.

O prefeito, um dos principais aliados de José Serra (PSDB) na eleição de São Paulo, avalia que o desempenho de Russomanno pode enfraquecer a candidatura de Haddad.

Haddad, candidato do ex-presidente Lula, é considerado por tucanos como principal adversário de Serra. Segundo o Datafolha, Russomanno tem parte dos votos do eleitorado petista e, para serristas, pode impedir que Haddad suba acima de 20% no primeiro turno.

Serra e Russomanno estão empatados tecnicamente na liderança com 30% e 26% das intenções de voto, respectivamente. O petista tem 7%.

O coordenador do partido de Kassab em São Paulo e ex-subprefeito da Casa Verde, Walter Abrahão Filho, está trabalhando pela reeleição do vereador Celso Jatene (PTB).

“Temos história. Meu pai era amigo do pai dele. Nossa ligação é suprapartidária”, afirmou Abrahão. Jatene confirmou: “É um amigo de longa data e que tem muitos serviços prestados à cidade”.

Já em Itaquera, integrantes da subprefeitura foram escalados para ajudar Paulo Frange, também do PTB. Questionado sobre o assunto, Kassab negou a estratégia.

Mas a aproximação do prefeito com a chapa de Russomanno é explícita. Na sexta, Kassab promoveu, em sua casa, encontro entre Serra e o presidente nacional do PRB, Marcos Pereira.

Pereira é o coordenador da campanha de Russomanno. A reunião foi noticiada pelo jornal “O Estado de S. Paulo”.

“Serra me disse que gostaria de ir para o segundo turno contra Russomanno por acreditar que a disputa com o PT envolveria muitos ataques pessoais”, disse Pereira.

O presidente do PRB afirmou ter assegurado ao tucano que Russomanno fará uma campanha sem ataques.

O encontro seria uma tentativa de selar um pacto de não agressão. Ambos negam.

Aliados de Russomanno dizem que a versão do acordo serve para “desconstruir uma campanha independente”.

Já Serra disse ter se tratado de uma “reunião de cortesia”. “Naturalmente está implícito se você conversa com alguém que não há disposição de agressões”, afirmou.

O presidente do PTB-SP, Campos Machado, que preside o conselho político de Russomanno, disse que firmar pacto com Serra “soaria fraudulento”. Questionado sobre o apoio que Kassab está dando a candidatos de seu partido, afirmou que isso não tem vínculo com a campanha de Russomanno.

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