Brasil abre 41.463 vagas em julho, pior resultado para o mês em 10 anos

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O Brasil registrou no mês passado a pior geração de empregos formais para o julho dos últimos dez anos. Foram criadas 41.463 vagas, menor número desde julho de 2003, quando houve criação de 37,2 mil postos.

Os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) foram divulgados nesta quarta-feira pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

O resultado ficou bem abaixo das expectativas de mercado. A consultoria LCA, por exemplo, previa a geração de 136,2 mil novas posições de trabalho com carteira assinada. O Itaú projetava 80 mil.

Ontem, o ministro do Trabalho, Manoel Dias, já havia adiantado que o resultado de julho viria ruim. Dias disse que a avaliação mensal do Caged indica que houve uma “perda de dinamismo” no mercado.

Dias disse que não sabe explicar porque houve uma redução tão grande na geração de emprego, mas afirmou que o resultado reflete o momento da economia. Ele fez confusão ao citar a projeção do governo para o crescimento do PIB neste ano. Disse que o número do governo era 2%, mas a projeção atual do Ministério da Fazenda é de 3%. Já o mercado projeta apenas 2,2% de crescimento.

Apesar da geração fraca de emprego em julho, Dias destacou que o resultado é melhor que o de outros países, como os da Europa, onde está havendo fechamento de postos de trabalho.

“Não acho preocupante [o resultado de julho]. O mundo todo está negativo e nós estamos positivos”, disse.

“A tendência é melhorar. Há investimentos em número suficiente para gerar novos empregos”, afirmou. “Vamos torcer que melhore”, acrescentou.

O número divulgado hoje é preliminar, pois parte das contratações e demissões são incluídas com atraso no Caged. A expectativa de Dias é que o resultado definitivo indicará a geração de mais 10 mil a 15 mil postos de trabalho.

A queda na geração de empregos em relação a julho de 2012 –quando haviam sido criados 142,5 mil pontos, segundo o resultado preliminar– foi generalizada. Houve forte recuo na criação de vagas na indústria (de 24,7 mil para 7,1 mil), serviços (de 39 mil para 11,2 mil), comércio (de 22,8 mil para 1,5 mil) e construção civil (de 25,4 mil para 4,9 mil). Também houve queda nas novas contratação na agricultura, mas em menor intensidade (de 24 mil para 18,1 mil).

No acumulado do ano, de janeiro a julho, foram criados 907.214 postos formais, pior resultado para o período desde 2009.

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