Eduardo Campos diz que cabe ao PT decidir se desembarca de administrações do PSB

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Dois dias após anunciar a entrega dos cargos que tem no governo federal, o presidente nacional do PSB, governador Eduardo Campos (PSB-PE), jogou para o PT a responsabilidade de decidir se continua ou não nas administrações pessebistas nos Estados e nos municípios.

“Essa é uma decisão que vai caber ao Partido dos Trabalhadores tomar. Respeitarei qualquer uma das decisões que ele venha a tomar”, afirmou Campos nesta sexta-feira (20), após visitar um navio japonês que trouxe para o porto de Suape, em Ipojuca (PE), as primeiras prensas da fábrica da Fiat que está sendo construída no litoral norte do Estado.

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Na administração Campos, o PT ocupa as secretarias de Transportes e Cultura. O partido deve se reunir nesta sexta-feira para definir se desembarca ou não do governo.

“Deixei claro que a posição nacional que nós tomamos não é uma posição verticalizada para todos os Estados”, disse o governador.

O governador de Pernambuco Eduardo Campos; ele disse que cabe ao PT decidir se desembarca de administrações do PSB

Provável adversário de Dilma Rousseff nas eleições do ano que vem, Eduardo Campos não quis dar detalhes da conversa que teve com ela na quarta-feira (18) e disse que aceitará ir a nova reunião com ela quando a presidente retornar de Nova York, na semana que vem.

“Tantas vezes a presidenta da República do meu país quiser falar comigo, eu vou lá falar com ela. Tenho por ela muita atenção. Ela sabe disso”, disse.

Questionado sobre se o pedido de Dilma para que Fernando Bezerra (PSB-PE) continue à frente do Ministério da Integração por mais uma semana tem caráter político –para mostrar ao PSB que não há hostilidade por parte da presidente–, Campos minimizou a questão.

“Ela não esperava, como ela declarou, que houvesse essa posição que houve do PSB. Houve a posição do PSB, e ela precisa de um tempo para fazer as escolhas que ela vai ter que fazer. É tranquilo isso. Não tem nenhum problema”, afirmou.

O governador deixou incerto qual será o futuro de Fernando Bezerra. Um dos integrantes preferidos do staff de Dilma, Bezerra já disse inúmeras vezes que quer disputar o governo de Pernambuco.

No entanto, o ministro natural de Petrolina (PE) acumula uma série de frustrações políticas no PSB. Foi preterido em 2010, quando pretendia disputar o Senado e, em 2012, ano de eleições municipais, quando mudou seu domicílio eleitoral para o Recife.

Ao lado de um dos possíveis nomes pessebistas para a disputa em Pernambuco, o secretário da Casa Civil, Tadeu Alencar (PSB), Campos disse que o partido ainda não está discutindo 2014 porque depende de uma série de “variáveis” –que ele não detalhou.

“O quadro aqui em Pernambuco tem uma relação direta com o que vai acontecer no quadro nacional por razões óbvias”, afirmou. “Enquanto a gente não tiver muito claro como vai ser o jogo nacional, fica muito difícil para nós do PSB definirmos como que vai se dar o quadro aqui no Estado”, disse o governador.

“Eu não posso me colocar uma meta de tomar uma decisão sobre um assunto quando eu não tenho as variáveis todas para tomar a decisão. E essas decisões não estão sob o nosso comando, meu comando. […] A gente depende de uma série de decisões que vão ser tomadas por outros e que vão repercutir na nossa vida”, disse o presidenciável.

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