Para opositores, modelo econômico do governo está “exaurido” e “desgovernado”

governo-dilma

do-jeito-que-o-diabo-gostaA oposição criticou nesta terça-feira (3) o modelo econômico do governo federal depois da divulgação do resultado do PIB (Produto Interno Bruto) no terceiro trimestre deste ano, que teve recuo de 0,5%. Congressistas do PSDB e DEM defendem que o governo reveja o modelo em vigor para que a economia do país volte a crescer.

“O modelo mostra seus primeiros resultados perversos agora. A solução da questão é atacar gasto público de má qualidade. Mas o governo não tem mudança de postura com um modelo econômico exaurido. Não toma providências para repará-lo”, disse o presidente do DEM, José Agripino Maia (RN).

Para o líder do DEM, deputado Ronaldo Caiado (GO), a política econômica está “desgovernada” e falta segurança para investidores apostarem no país. “Eles estão blefando com os números. Quem não tem segurança jurídica para investir prefere evitar”, disse.

Líder do PSDB, o senador Aloysio Nunes Ferreira (SP) afirmou que o país está a “caminho do descalabro” porque o governo federal insiste em negar as estatísticas econômicas oficiais negativas. “Um dos sintomas de quando um país está caminhando para o descalabro, é quando os governantes começam a colocar em dúvida estatísticas oficiais. É um clássico. É a escola Kirchner”, afirmou o tucano.

O líder da minoria da Câmara, Nilson Leitão (MT), lembrou que agronegócio tem puxado o PIB, mas o governo não tem garantido a força do setor. “O governo que não faz prevenção de juros, que os juros só majoram pela inflação e não cumpre seu papel para garantir logística para produção, só pode dar nisso. O governo não cuida da porteira para fora”, afirmou.

PSB

Prováveis adversários da presidente Dilma Rousseff em 2014, congressistas do PSB também criticaram a retração do PIB. O PSB desembarcou da base de apoio de Dilma há poucos meses, depois que o governador Eduardo Campos (PSB-PE) admitiu lançar seu nome na disputa pela Presidência da República no ano que vem.

O líder do PSB na Câmara, Beto Albuquerque (RS), disse que o recuo do PIB é um sinal de alerta e ironizou os números. “PIB zero não é PIB. Esses números mostram que o Brasil precisa prestar atenção no que está acontecendo na economia. Isso é sinalizador que nos preocupa”, afirmou.

Líder do PSB no Senado, Rodrigo Rollemberg (DF) disse que os dados mostram que o Brasil precisa melhorar sua capacidade de investimentos. “É importante que o país recupere seu ambiente de confiança. O governo está tomando medidas que na visão do setor produtivo parecem ser tardias.”

Rollemberg disse que a questão econômica será o principal assunto do debate eleitoral e Campos terá uma “grande contribuição” para o cenário econômico nacional. Para o líder do PSD, deputado Eduardo Sciarra (PR), o recuo do PIB é “uma notícia ruim, nada animadora”.

DEFESA

Em defesa do resultado do PIB, o ministro Aloizio Mercadante (Educação) –um dos mais próximos à presidente Dilma Rousseff –adotou um tom otimista. O ministro disse que o país terá uma “melhora importante” nos indicadores dos últimos três meses do ano.

“Os indicadores econômicos estão bastante promissores nesse último trimestre. Estamos olhando no retrovisor, mas se a gente olhar o vidro da frente do carro, a perspectiva é bem melhor”, afirmou o ministro após agenda no Senado Federal.

O líder do PT, deputado José Guimarães (CE), disse que a economia está em recuperação e que o recuou foi provocado pelas políticas de desoneração do governo. “Acho que as concessões e o leilão de libra vão ajudar a consolidar [o crescimento da economia]. O recuo não atrapalha.”

Para o senador Jorge Viana (PT-AC), vice-presidente do Senado, a oposição precisa parar de “torcer contra o país” e perceber que o PIB não é mais o melhor indicador para se analisar a economia. “O PIB está com validade vencida. Crescemos menos, mas temos o pleno emprego e distribuição de renda. O PIB é um detalhe importante, mas não exprime a realidade que o país vive hoje.”

O líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), minimizou o resultado e afirmou que não se pode fazer uma análise completa sem “analisar o contexto histórico como um todo”. “Não dá para analisar a sazonalidade do trimestre e usar isso como um fator comparativo até porque as contas públicas tiveram um gap neste último trimestre por conta das arrecadações extraordinárias como o Campo de Libra, o Refiz, uma série de coisas.”

Na avaliação de Cunha, apesar dos resultados de hoje, o governo fechará o ano cumprindo a meta estabelecida para o superávit primário.

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