Foco de ataques, Dilma mantém artilharia contra Marina no debate da TV Record

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Líder nas pesquisas de intenção de voto e principal alvo dos adversários, a presidente Dilma Rousseff (PT) manteve sua artilharia voltada para a segunda colocada, Marina Silva (PSB), durante o penúltimo debate na TV antes da eleições, realizado neste domingo (28) pela TV Record. Além disso, a petista reforçou o discurso de combate à corrupção, tentando se blindar contra as revelações do escândalo da Petrobras.

Análise: Dilma e Marina protagonizam embates mais duros de debate na TV

Indício do foco em Marina: Dilma tentou fazer três perguntas para a candidata do PSB, mas as regras do debate apenas permitiram duas. Terceiro colocado, Aécio Neves (PSDB), acabou sendo alvo da ex-senadora.

Indício do foco em Dilma, a candidata chegou a fazer três pedidos de direito de resposta – teve apenas um deles atendido pela direção do debate.

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Candidatos participam do quarto debate presidencial no estúdio da TV Record, em São Paulo, na noite deste domingo (28). Foto: Gabriela Bilo/Futura Press

Dilma iniciou o ataque a Marina com a estratégia – explorada durante a campanha – de apresentar a pessebista como alguém sem posições firmes, dizendo que ela trocou de partido quatro vezes em três anos e de que voltou atrás em sua proposta de combate à homofobia. No terceiro bloco, voltou à carga:

Mais sobre o debate:

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“Eu sou oposição a tudo isso que está aí”, diz Aécio antes de debate na TV

“Candidata, não se pode tomar uma posição hoje e mudar amanhã”, disse Dilma, que na mesma oportunidade aproveitou o desconhecimento de Marina sobre números do crédito subsidiado concedido pelo governo para colar à ex-senadora a imagem de despreparada. “Sei que a senhora não sabe o montante de crédito direcionado.”

A petista também ecoou a propaganda de TV do PT que acusa Marina de mentir ao dizer que votou a favor da CPMF quando, na verdade, foi contra o imposto em algumas votações no Senado. “Me estarrece que a senhora não lembre quando votou quatro vezes contra a CPMF”, disse a presidente, ainda no primeiro bloco.

Prisão de ex-diretor da Petrobras vira trunfo de presidente

Atacada por Aécio e Marina durante a campanha em razão do escândalo da Petrobras, Dilma tentou reagir atribuindo a si a demissão é, indiretamente, a prisão de Paulo Roberto Costa, ex-diretor da estatal detido durante as investigações da Operação Lava-Jato.

“Na verdade, uma coisa tem que ficar clara: quem demitiu o Paulo Roberto fui eu”, disse Dilma ainda no primeiro bloco. “Eu dei autonomia para a Policia Federal para prender o senhor Paulo Roberto e os doleiros todos”, afirmou, no terceiro bloco, após questionamento de Aécio.

Como o iG mostrou, o nome da Polícia Federal passou a ser mais utilizada nas inserções do PT no horário eleitoral gratuito na TV.

Apesar de incisiva nos ataques e contra-ataques, Dilma tentou demonstrar bom humor. Quando o candidato do PV, Eduardo Jorge, disse que no segundo turno estariam em disputa a petista e Marina Silva, a presidente olhou para Aécio Neves algumas vezes sorrindo, como que pedindo uma resposta do tucano. Ao final, Dilma pediu que os eleitores votassem com consciência e “paz e amor no coração”

Fonte.: Portal IG

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