Quase R$ 80 milhões de investigados no escândalo da Petrobras foram bloqueados pela Justiça

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petrolaoJá chega a quase 80 milhões de reais o valor bloqueado nas contas de investigados no escândalo de corrupção na Petrobras. Depois do depoimento de sexta-feira (21), a Justiça decretou a prisão preventiva do lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano.

Na decisão, o juiz do caso, Sérgio Moro, citou o depoimento de Júlio Camargo, executivo da Toyo Setal que fez acordo de colaboração com a Justiça. No depoimento, Júlio Camargo afirmou que em 2005 atuou como representante de uma empresa coreana interessada em fornecer sondas de perfuração para a Petrobras.

Ele disse que procurou Fernando Soares considerando o “sabido bom relacionamento dele” junto à área internacional da Petrobras. Segundo o empresário, Fernando Baiano disse que precisaria de US$ 15 milhões para que a negociação fosse concluída “em bom êxito”.

Júlio Camargo afirmou ainda que repassou, a título de propina, entre US$ 12,5 milhões e US$ 15 milhões a Fernando Soares. O dinheiro foi depositado em contas de um banco no Uruguai e em outras inúmeras contas indicadas por Fernando Soares no exterior. Os valores bloqueados dos investigados agora já chegam a mais de R$ 78 milhões.

Além da conta corrente, também foram retidos recursos de aplicações financeiras, fundos de investimentos e planos de previdência privada. O juiz Sérgio Moro solicitou que esse dinheiro seja transferido para contas da Justiça vinculadas ao processo.

Ele também decidiu estender até novembro de 2014 o período da quebra de sigilo bancário das contas de quatro empresas de Alberto Youssef que, segundo as investigações, eram usadas para lavar dinheiro. Antes, a investigação era de 2009 a 2013. Com isso, será possível investigar a movimentação financeira das empresas durante a última campanha eleitoral.

A decisão foi tomada depois de um pedido do Ministério Público Federal.

O juiz Sérgio Moro também autorizou que o ex-diretor de abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa seja levado de sua casa, onde cumpre prisão domiciliar, à CPI mista do Congresso Nacional que investiga as denúncias de irregularidades na estatal, no dia 2 de dezembro. Os parlamentares pretendem fazer uma acareação entre Costa e o ex-diretor internacional da Petrobras Nestor Cerveró.

Em depoimento à Justiça Federal, Paulo Roberto Costa disse que a cobrança de propina também acontecia em outras diretorias da Petrobras, entre elas a internacional, de Nestor Cerveró. Cerveró, que também já foi ouvido pela CPI mista, negou as irregularidades na estatal. Segundo Sérgio Moro, Paulo Roberto Costa deverá ser levado pela Polícia Federal, sem algemas, e poderá ser acompanhado no depoimento por um advogado de defesa. Ele também poderá, se quiser, permanecer calado.

Em setembro, quando esteve na CPI pela primeira vez, Costa não respondeu às perguntas dos parlamentares. Na sexta (21), o vice-presidente da Camargo Corrêa, Eduardo Leite, foi internado depois de passar mal na carceragem da Polícia Federal, em Curitiba. Ele passou a noite no hospital, fez exames e já está de volta à sede da Polícia Federal.

O advogado Mario Oliveira Filho, que defende Fernando Soares, disse que seu cliente recebeu os recursos legalmente e que todos os valores foram declarados no Imposto de Renda. O advogado de Nestor Cerveró declarou que Paulo Roberto Costa errou ao mencionar o nome de Cerveró, já que ele não trabalhava mais na Petrobras no período investigado.

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