Impeachment ou cassação pelo TSE: qual é a mais provável para Dilma

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Chances de Dilma cair cresceram; especialistas e políticos analisam qual seria a porta de saída

“Acabou” e “é o fim” são algumas das expressões que mostram como políticos e especialistas estão, cada vez mais, convencidos de que a presidente Dilma Rousseff não terminará seu segundo mandato. Diante das bombas de que seu ex-líder no Senado Delcídio do Amaral (PT-MS) teria fechado um acordo de delação premiada que a envolve diretamente com os malfeitos investigados pela Lava Jato; e do depoimento forçado de seu padrinho político, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, não restaria outro desfecho. A dúvida, agora, é: por qual porta Dilma sairá? Via impeachment ou sendo cassada pelo TSE?

Por ora, a maioria dos consultados por O Financista afirma que a opção que vingará é o impeachment. Há, basicamente, dois motivos para que a interrupção do mandato de Dilma siga esse caminho. O primeiro é que, nesse cenário, o PMDB conservaria o poder, com Michel Temer passando de vice a presidente da República. Com a economia em frangalhos e a necessidade de medidas amargas para resgatá-la, assumir o governo não é nenhum presente. O risco de fracassar é grande e, com ele, os planos de o PMDB lançar um candidato próprio ao Planalto na eleição de 2018.

Mas, apesar de tudo, mesmo os políticos de oposição acreditam que Temer poderia encarar a tarefa. “Tenho certeza de que Temer, se assumir, vai buscar todo o apoio político necessário para reestruturar o país”, afirma o líder do PPS na Câmara, Rubens Bueno, um dos criadores da Frente Parlamentar Pró-Impeachment. “Não é hora de pensar se o PMDB terá ou não candidato em 2018 e se as medidas necessárias para resgatar o país vão gerar desgaste político”, acrescentou.

Sem ser notado

Um ponto a seu favor é que o PMDB saiu ileso do bombardeio político dessa semana. Em sua suposta delação, Delcídio do Amaral não se referiu a nenhum possível vexame de peemedebistas. A atitude foi classificada como “delação seletiva” pelo cientista político Ricardo Ribeiro, da MCM Consultoria. Por isso, Ribeiro lembra que esse caminho pode evaporar diante de “algum escândalo contra Temer.”

Mas o maior partido do país, e o principal da base aliada, precisa primeiro vencer seus próprios demônios para tomar as rédeas do Planalto. O maior deles é o profundo desgaste do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que virou réu na Lava Jato por decisão unânime do STF nesta semana. Cunha foi o principal artífice da abertura do processo de impeachment na Casa e, agora, perdeu muito de sua capacidade para defender a saída de Dilma.

“É inviável imaginarmos que esse processo possa ser presidido por Cunha”, diz o cientista político Antônio Lavareda. Assim, o primeiro passo para apear Dilma do Planalto é tirar Cunha do caminho. “O Congresso terá de acelerar seu afastamento da presidência da Câmara”, completa Lavareda.

Mas Cunha já mostrou que não está disposto a cair sem atirar. Por isso, sua saída também depende de os caciques do PMDB conseguirem falar a mesma língua. “O impeachment só vai vingar, se o PMDB se unir em torno de Temer”, diz Roberto Romano, professor de Ética da Unicamp. Todas essas ponderações levam os observadores a afirmar que o desfecho do impeachment ainda vai demorar de três a quatro meses.

O caminho longo

Por mais que pareça demorado, esse é o caminho mais curto para tirar Dilma do Planalto, segundo os especialistas. A alternativa é a eventual cassação da chapa eleita em 2014 pelo TSE, por suposto uso de dinheiro irregular para bancar a campanha. “A impugnação pelo TSE demoraria muito”, diz Ribeiro, da MCM.

É preciso lembrar, também, que a eventual cassação de Dilma, pelo TSE, não seria aceita passivamente pelo governo. A bomba cairia no colo do STF, o que prolongaria ainda mais o caso.

Há, contudo, quem afirme que tudo não passa de uma estratégia para atingir Lula, minando sua candidatura em 2018. “Dilma não é a ameaça; quem ameaça a oposição é Lula”, diz o cientista político Pedro Costa Júnior, da Faculdades Rio Branco. Qualquer que seja o desfecho – a permanência de Dilma ou sua saída -, cresce a sensação de que é preciso resolver a situação o quanto antes. “O Brasil simplesmente não aguenta mais um ou dois anos assim”, afirma o líder do PPS na Câmara, Rubens Bueno.

Fonte.: O Financista

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