Temer reinicia governo com fórmula arriscada

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O presidente Michel Temer e o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes (Foto: José Cruz/Agência Brasil)O presidente Michel Temer e o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes. Moraes foi nomeado para o Supremo Tribunal Federal (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

Ao nomear Alexandre de Moraes ao STF, Temer considera duas premissas: a Lava Jato não será mais uma fonte de pressão e a população não protestará

A surpreendente decisão do presidente Michel Temer de indicar Alexandre de Moraes para o Supremo equivale a um recomeço do governo dele. O essencial:

* Temer não se sente mais (tão) ameaçado no cargo. Saiu do modo crise para o modo PMDB – da sempre desejada normalidade institucional. Ao assegurar a eleição de aliados às Presidências da Câmara e do Senado, consolidando a sólida base que já detinha no Congresso, o presidente finalmente se sentiu à vontade para agir a seu talante, sem capitular às pressões que invadem o Planalto cotidianamente. Viu-se esse novo Temer no arriscado movimento de nomear Moreira Franco para um ministério, dando-lhe foro privilegiado no Supremo.

>> Alexandre de Moraes, o novo ministro do Supremo

* A blindagem anti-Lava Jato ao seu principal conselheiro seria impensável há meses. A nomeação de Moraes, homem de sua confiança, é igualmente produto dessa nova mentalidade.

* É um governo que será carregado pelo Congresso e permanecerá distante da opinião pública. Temer se convenceu de que não terá a população ao seu lado – ao menos não neste ano, enquanto a economia estiver no ponto morto. Por isso o presidente busca aliados no Congresso, no Judiciário, no empresariado e na imprensa. O nome do novo ministro da Justiça seguirá a mesma lógica. Temer diz que se trata de “uma escolha pessoal do presidente”, alguém da mais íntima confiança dele. Gostaria de tentar emplacar Mariz ou algum advogado que comungue de suas ideias e valores. O difícil é encontrar um nome que não seja demasiado crítico à Lava Jato.

* O risco: A estratégia de Temer assenta-se em duas premissas arriscadas. Uma, a Lava Jato não será mais uma fonte de pressão e desgaste contra ele e seus aliados. A segunda: a população não protestará contra medidas consideradas impopulares.

Fonte.: Revista Época

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