O fim do governo Temer

A divulgação da lista liberada por Fachin sobre os políticos denunciados por executivos da Odebrecht pelo recebimento de propinas e caixa 2 provoca um estrago de consequências imprevisíveis. Pode não acontecer nada até 2018, eis que o horizonte político está marcado por incertezas. Na prática, contudo, o governo Temer acabou.

Não há literatura política ou experiência histórica a indicar que um governo consiga sobreviver fortalecido com oito ministros acusados de recebimento de milhões de reais de empreiteiras. E pouco importa se foi para partido, campanha eleitoral ou para o bolso dos envolvidos. Importa, sobretudo, que as investigações vão se prolongar por muito tempo, que os inquéritos têm prazo indefinido, que as denúncias no STF tendem a levar anos. Portanto, a sangria do governo federal tende a aumentar.

Impactante pela nominata, envolvendo oito ministros, 29 senadores, 42 deputados federais e três governadores – por enquanto –, a lista provocou surpresa geral no Estado, com quatro políticos catarinenses relacionados.

Não será por simples coincidência que os quatro têm atuação em Blumenau. É ali que o grupo Odebrecht tem sua única subsidiária, a Odebrecht Ambiental, que tem contrato com a prefeitura de Blumenau com uma função estratégica: ampliar as atividades no Estado, a começar pelo sonho de privatização da Casan, hipótese na época viável e cogitada.

Os tucanos Dalirio Beber e Napoleão Bernardes reagiram com surpresa, declarando-se “perplexos”. Os deputados Décio Lima e Ana Paula Lima emitiram notas externando estranheza e confiando na Justiça e no restabelecimento da verdade. Curioso que nesta primeira lista estão dois líderes do PSDB e dois do PT.

A lista revela, também, que todos os cenários sobre as eleições de 2018 em Santa Catarina são de imprecisão sem precedentes.

Colombo

O nome do governador Raimundo Colombo consta de uma lista de políticos e autoridades, com foro privilegiado ou não, cujas petições foram encaminhadas a outras instâncias que avaliarão se as citações merecem ser investigadas ou não.

A citação de Colombo será avaliada pelo Superior Tribunal de Justiça, a do deputado Jean Kuhlmann (PSD) pelo Tribunal Regional Federal de Porto Alegre e as de Carlito Merss e Ideli Salvati (PT) pela Justiça Federal de Santa Catarina.

A lista

Se alguém fizesse uma lista com parlamentares, prefeitos, líderes políticos e autoridades estaduais ou municipais de Santa Catarina, certamente os quatro agora constantes da lista de Janot estariam nos últimos lugares. Ou nem constariam na relação. Historicamente, PSDB e PT juntos? Só na lista da Odebrecht.

Fonte.: Moacir Pereira (Diário Catarinense)

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: