Após denúncias, só 3,4% avaliam governo Temer positivamente

22/09/2017

Segundo pesquisa CNT/MDA, 75,6% avaliam atuação do governo federal como negativa; 2,9% dizem que é “boa” e só 0,5% afirmam que é “ótima”

Ao menos 75,6% dos brasileiros responderam que consideram ruim ou péssimo o governo do peemedebista Michel Temer.

Desses, 55.6% afirmam que o trabalho do presidente é péssimo, 20% consideram ruim e outros 18% declararam que o governo é regular. Só 3,4% acreditam que a administração federal é positiva: 2,9% classificaram como “bom” e só 0,5% dizem que é “ótimo”.

Aqueles que não souberam opinar somam 3%.

As informações foram divulgadas na terça 19, mesmo dia em que Michel Temer fez o discurso de abertura na conferência da Assembleia Geral da ONU, em Nova York.

Os dados são de pesquisa encomendada pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT) ao instituto de pesquisa MDA. O levantamento entrevistou 2002 pessoas entre 13 e 16 de setembro, em 137 municípios.

Em comparação com a última pesquisa realizada pelo mesmo instituto, em fevereiro, a rejeição de Temer cresceu 31%. Não que a opinião pública antes estivesse favorável. No início do ano, antes das delações da JBS e das denúncias envolvendo o presidente e a cúpula do PMDB, 26,5% classificavam o governo Temer como péssimo e 17,6% avaliaram como ruim. Para 38,9%, o desempenho de temer era regular. Entre aqueles que gostavam da atuação do peemedebista, 9,1% classificavam o governo como bom e 1,2 como ruim.

A pesquisa também questionou a opinião dos brasileiros sobre o desempenho pessoal de Michel Temer como presidente. Ele é desaprovado como 84,5%, ante 10,1% de aprovação. Não sabem ou não opinaram somam 5,4%. Em fevereiro, ele era aprovado por 24,4% e desaprovado por outros 62,4%. Na época, 13,2% não souberam ou não opinião.

Emprego, saúde e segurança

A pesquisa também sondou as expectativas dos entrevistados sobre empregabilidade, renda, saúde, educação e segurança pública.

Questionados sobre a expectativa para a situação do emprego no Brasil para os próximos seis meses, 36% acreditam que vai ficar igual, 35,4% acham que vai piorar e 25,7% dizem que vai melhorar.

Em fevereiro, o otimismo era um pouco mais elevado: 30,6% achavam que iria piorar e 31,3% que a situação melhoraria. À época, 35,9% diziam que a situação não se alteraria.

Na área de saúde, a expectativa de 40,3% é que fique tudo como está; 36,5% acham que vai piorar e os otimistas somam 21,1%.

Só 25% dos brasileiros acham que a educação vai melhorar no próximo semestre, ante 29,4% que acham que a tendência é piorar (outros 43,6% disseram que o quadro não se alterará).

Em segurança pública, só 16,6% responderam que o cenário será melhor daqui seis meses, ao passo que 45,7% acreditam que vai piorar e 36,2%, ficará tudo igual.

Fonte.: Carta Capital

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