Renan: Governo Temer é um filme de terror

Recém chegado à oposição, Renan Calheiros, que era líder da bancada do PMDB no senado até o final de julho, diz compara a administração de Michel Temer a um filme de terror; “O governo parece um filme de terror. As pessoas foram ver um entretenimento e estão saindo desesperadas com um filme pavoroso. Foram ver o Batman e o Charada dominou a cena”, compara; Renan diz que “ninguém aguenta mais o governo” e aponta o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), como possível condutor da “inevitável travessia”; para o senador, as denúncias contra Temer são graves e serão interpretadas desta forma pela Câmara; “Nunca convivi com fatos tão graves. Com tantas pessoas presas, outras desesperadas se oferecendo para delatar. Pela gravidade, esse parece ser um caminho sem volta. Essa denúncia é séria. Vai ser entendida como tal pela Câmara dos Deputados”

Líder da bancada do PMDB no Senado até o final de junho, Renan Calheiros (AL), 61, diz que “ninguém aguenta mais o governo” e aponta o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), como possível condutor da “inevitável travessia”.

Apesar de ser do partido de Michel Temer, o senador bate de frente com o correligionário e é um dos principais críticos da reforma trabalhista.

“Querem tirar de qualquer forma o piloto porque a turbulência está cada vez mais insuportável, ninguém aguenta mais”, afirma o senador.

Renan comparou o governo de Michel Temer a um filme de terror.

“Mas a política nunca esteve tão caótica e a economia continua desfalecendo. O governo parece um filme de terror. As pessoas foram ver um entretenimento e estão saindo desesperadas com um filme pavoroso. Foram ver o Batman e o Charada dominou a cena.”

Renan falou ainda sobre a gravidade das denúncias contra Temer.

“Não vou entrar na denúncia, nessa agenda, porque eu entendo que todos os governos, em algum momento, sofrem esse tipo de acusação em algum grau. Eu sei que é isso que mais indigna a população, mas se eu quiser fazer uma análise mais distante, mais isenta, com mais vontade de colaborar, a minha obrigação é de olhar as coisas com um distanciamento histórico. Portanto, nunca convivi com fatos tão graves. Com tantas pessoas presas, outras desesperadas se oferecendo para delatar. Pela gravidade, esse parece ser um caminho sem volta. Essa denúncia é séria. Vai ser entendida como tal pela Câmara dos Deputados.”

As informações são de reportagem de Talita Fernandes na Folha de S.Paulo.